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Intelectualidade orgânica

“Sueli Carneiro, como um farol, ilumina”: eis uma frase que, com justeza, se encaixa nas muitas das facetas da filósofa – incluindo, não se pode esquecer, sua produção intelectual. A comparação é de Jurema Werneck, responsável por um dos textos desta seção. Médica, doutora em comunicação e cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora- executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema escreve sobre o brilho de Sueli. Já Mara Viveros Vigoya, antropóloga colombiana vinculada à Universidade Nacional da Colômbia, ressalta a importância de Sueli no pensamento afro-latino-americano. Há ainda um link para a tese de doutorado da homenageada desta Ocupação, bem como uma lista de livros referenciais na construção dos entendimentos desenvolvidos por essa pensadora que, como um farol, ilumina.

Seção de vídeo

A intelectual orgânica – Ocupação Sueli Carneiro (2021)

Alex Ratts, antropólogo, Gabriela Leandro “Gaia”, professora e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edson Lopes Cardoso, doutor em educação e diretor do Ìrohìn, Bianca Santana, jornalista, e Douglas Belchior, professor de história, apontam características importantes da produção textual de Sueli Carneiro, a qual responde a uma necessidade de seu tempo.

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No brilho da espada, eu vejo um farol

por Jurema Werneck

Nós que crescemos vendo de perto nossas mães, tias, avós e líderes religiosas de matriz africana em ação, prontas a tourear o racismo e seus impactos violentamente ameaçadores e a disputar nossos corpos com a morte sempre precoce que nos persegue (de fome, de doença ou de tiro), nós sabemos do que a mulher negra é capaz. 

Aprendemos a encontrar nelas, sob as lentes da tradição afro-brasileira, os elementos comuns a todas nós, mas também aqueles aspectos que fazem de suas existências expressões singulares do axé. Aprendemos que há, em cada uma, a presença arquetípica que se traduz em repertórios de feminilidade mais amplos do que aqueles impostos pela hegemonia ocidental. Nelas se expressam, de modo singular, orixás masculinos e femininos, Exu e uma variedade de divindades cultivadas nas religiões e culturas de matriz africana, traduzidos, na trajetória dessas mulheres negras, em possibilidades e potências para superar as contingências diversas e desfavoráveis que a vida impõe.

No entanto, o racismo patriarcal cotidiano, esse sistema que espreita e ataca desde a mais tenra idade inclusive nossas tradições e crenças, interpõe-se como tapa-olhos, como barreira entre nós e elas, as mulheres negras, dificultando que (re)conheçamos suas potências, inclusive entre nós. Inclusive dentro de nós.

E começa cedo a desconstrução do que somos: quando ainda crianças, na escola, experimentamos, quem sabe pela primeira vez, o desprezo e a perseguição (das professoras, dos colegas mais claros, de adultos e crianças), os quais inauguram uma trajetória sem fim de ataques e desqualificações que têm entre seus objetivos (e resultados) expropriar-nos das ferramentas de insubordinação construídas a duras penas por aquelas que vieram antes de nós. Buscam interditar o trabalho intelectual e outras expressões de nossa criatividade. Mas não conseguem, não sempre! Ao contrário, acabam influenciando o desenvolvimento de uma intelectualidade ativa e ativista, capaz de contrapor, de maneira contundente, as teses e práticas da supremacia branca, oferecendo novos posicionamentos e teorias que nos impulsionam ao protagonismo de nossa própria história e destino.

 Sueli Carneiro é uma dessas.

Intelectual, feminista, militante antirracista – a definição trazida pela doutora em sociologia e professora Flávia Rios (uma mulher negra intelectual) para sintetizar as múltiplas ferramentas antirracismo patriarcal de Lélia González bem que poderia ter sido escrita para definir Sueli. Designação que apresenta, junto com ela, a geração de mulheres negras que aprenderam com Lélia e com outras os fundamentos do ativismo e da intelectualidade que nos orientam desde os anos 1970 até os dias de hoje.

Imagino a jovem negra que, diante de Lélia, Thereza Santos e Beatriz Nascimento (outras intelectuais potentes cujo pensamento alicerça nossas lutas de mulheres e homens negros), viveu a experiência reveladora de (re)conhecer os pressupostos das insurgências negras lideradas por mulheres. Imagino Sueli, todos os sentidos alertas diante delas, aprendendo com elas aquilo que viria a constituir sua própria trajetória como ativista e intelectual. Imagino a energia que a percorreu, certamente a mesma forma eletrizante que percorre a todas nós, agora, décadas depois, ao nos colocarmos diante dela.

Fonte incansável da crítica contundente, compartilhada na sala de sua casa, nas reuniões, nos bares ou nas páginas de jornais de grande circulação, Sueli tem sido uma presença constante nas reflexões e decisões que estruturam o movimento de mulheres negras, o movimento negro e o feminismo no Brasil e nas Américas nos últimos 40 anos. Quando a maioria de nós ainda engatinhava na compreensão da (des)ordem do mundo racista, Sueli esforçava-se para tornar inteligíveis seus pressupostos e suas táticas e mais, para nos conduzir ao desenho de estratégias capazes da contundência necessária à nossa sobrevivência, à nossa autodefesa individual e coletiva.

Quando a conquista das cotas levou as novas gerações a, finalmente, ocupar o lugar ansiado por nossas avós e bisavós na academia, sedentas de espelhos teóricos nos quais pudessem se apoiar, decifrar e propor modelos explicativos para o mundo e suas relações, Sueli nos ofereceu uma tese de doutoramento tão vigorosa como as demais produções que vem compartilhando ao longo dos anos. Quando essa mesma política de cotas unificou amplos segmentos da branquitude contra a ocupação, por algumas entre nós (ainda uma minoria!), de cadeiras nas universidades, Sueli foi uma das principais vozes, reunindo os argumentos incontestáveis, na linha de frente da defesa do nosso direito.

Trata-se de uma intelectualidade vivida como trabalho encarnada, corporal que não escapa ou escamoteia sua dimensão política. Ela é ativista! Iniciada e reverente às tradições, expande o alcance de seu pensamento/ação às dimensões não aprisionadas à racionalidade ocidental, mas que dialogam (e duelam) com ela. Trata-se de um modo, o seu (o nosso), de fazer circular e fazer crescer o axé, tendo a ação emancipadora como norte principal.

Sueli não é a única em sua geração. A potência de seu ativismo se desenvolveu no mesmo tempo que figuras imponentes como Luiza Bairros e Fátima de Oliveira, outras duas ativistas centrais para o ativismo das mulheres negras brasileiras do final do século passado e deste século, intelectualmente tão potentes quanto ela, grandiosas e rigorosas como ela e que, como Lélia e Beatriz, nos deixaram cedo demais. Elas foram suas mais próximas companheiras de viagem, lugar também ocupado até hoje por Nilza Iraci, com quem segue há mais de quatro décadas, lado a lado.

Profundamente identificada com a tradição dos orixás, Sueli Carneiro é a orgulhosa filha de Ogum. E endereça a ele e nele as diferentes capacidades que lhe confere, seguindo na linha de frente para abrir os caminhos, forjando e apresentando as ferramentas de que necessitamos para lutar nos diferentes campos de batalha que o antirracismo patriarcal nos coloca. Nos movimentos, Sueli assume a responsabilidade de agir para gerar as tecnologias de pensamento e ação cruciais para derrotarmos a aposta hegemônica de subalternidade ou de extinção que a supremacia branca tenta impor. Sua fala e sua conduta se movem na forma da espada símbolo de seu orixá, mas realçam o que precisamos saber.

Sueli Carneiro, como um farol, ilumina.

É possível pensar o ativismo de Sueli como uma espada apontada. E, a partir do brilho dessa espada, novos caminhos serão possíveis para as gerações que virão.

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Sueli Carneiro no curso científico

O atual Ensino Médio correspondia, até 1971, a três modalidades de ensino: científico, clássico e normal. c.a, 1967. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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A importância de Sueli Carneiro no pensamento afro-latino-americano

por Mara Viveros Vigoya

(Universidade Nacional da Colômbia)

O pensamento afro-latino-americano tem uma grande dívida com a pensadora e ativista brasileira Sueli Carneiro. Ao longo de quase cinco décadas de escrita acadêmica e jornalística, ela educou o mundo acadêmico e o público em geral sobre questões feministas e raciais, contribuindo, como poucas pessoas, para desconstruir a ocidentalidade do pensamento latino-americano. Seu trabalho revelou a miragem de um mundo cunhado por um universalismo abstrato e uma organização social hierárquica e binária de gênero e raça assentada na violência sexual colonial.  

Sueli Carneiro foi uma das primeiras a argumentar que, se o feminismo queria emancipar todas as mulheres, incluindo a experiência das mulheres negras, deveria enfrentar todas as formas de opressão, não apenas aquelas baseadas no gênero, como um eixo de opressão separado da raça e da classe. Aprendemos com suas reflexões que, em sociedades simultaneamente multirraciais, multiculturais e racistas, como é o caso das sociedades latino-americanas, o racismo determina suas hierarquias de gênero. Hoje, parece-nos evidente que tanto a raça quanto a classe devem fazer parte dos estudos de gênero e das lutas feministas. No entanto, há 40 anos, esse reconhecimento não existia e a conquista dessa consciência no Brasil, no restante da América Latina e no campo dos estudos latino-americanos foi o resultado de estudos, como os iniciados por Sueli Carneiro, e de longas lutas, como a sua. 

A pensadora atua politicamente desde a década de 1990, com o objetivo de desenvolver uma perspectiva internacionalista para as lutas do movimento de mulheres negras e de fortalecer sua participação nos fóruns internacionais em que são definidas as políticas públicas para o mundo e a “inserção dos povos do terceiro mundo no terceiro milênio”. Um dos marcos históricos dessa luta foi a criação do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A partir de abordagens como as suas, as mulheres negras latino-americanas puderam afirmar essa nova identidade política e essa nova subjetividade, que resultam da apropriação da condição particular de serem simultaneamente mulheres e negras. Da mesma forma, enriqueceram e potencializaram a cena e a agenda políticas com bandeiras de luta que articulam reivindicações historicamente formuladas separadamente pelos movimentos negros e de mulheres. Em suas palavras, “promoveram a feminização do movimento negro e o enegrecimento do movimento feminista”. 

Outra das grandes contribuições de Sueli Carneiro para o pensamento afro-latino-americano vem de sua proposta de utilizar o termo “afrodescendente” como uma palavra com forte conotação reivindicativa, social, cultural e política, capaz de gerar coesão e identidade política comum. Essa proposta, apresentada inicialmente em 1996 na Oficina sobre etnicidade e identidade, realizada no IV congresso afro-brasileiro de ciências sociais, foi reconhecida na Conferência regional das Américas, realizada em Santiago do Chile em 2000, e definitivamente incorporada na III conferência mundial contra o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, realizada em Durban, na África do Sul, em 2001. Lida por ativistas e acadêmicos, sua obra dialoga não apenas com as ciências sociais, mas com o direito brasileiro e regional, configurando o racismo como uma violação dos direitos humanos. Esse entendimento se disseminou em nível institucional na Conferência de Durban de 2001, na qual os Estados foram chamados a adotar políticas para eliminar a desigualdade racial e de gênero, a fim de cumprir os objetivos de suas políticas universalistas.   

A ênfase da reflexão de Sueli Carneiro na necessidade de superar o epistemicídio como condição sine qua non para superar o racismo a levou a abordar o problema da reprodução das desigualdades raciais no âmbito educacional e a necessidade de uma educação antirracista. Para ela, ter a presença da população negra em todos os níveis hierárquicos da sociedade e nos locais de tomada de decisão é um fator essencial para a transformação da ordem racial e sexista imposta desde a colonização. Como parte de um grupo de líderes, intelectuais e militantes de movimentos sociais afrodiaspóricos em nível regional, Sueli Carneiro forneceu chaves imprescindíveis de leitura e interpretação do funcionamento do racismo na América Latina. Sua proposta de pensar a raça como dispositivo de poder revelou seu lugar como elemento legitimador da violência, da exclusão e da desigualdade que caracterizam as sociedades latino-americanas. 

Seu trabalho teórico e político permite pensar que, para além da classe, a raça continua sendo uma categoria determinante das práticas de violência e conflito. E que essa violência, que também é de gênero, “quando não erotiza a desigualdade entre homens e mulheres ou transforma a violência sexual contra as mulheres negras em romance, nega-lhes seu papel na formação da cultura nacional”. Depois de compreender com a pensadora o quão entrelaçadas estão as questões de classe, gênero e raça, torna-se impossível, como ela aponta, pensar em uma América Latina que não produza conhecimento situado, de gênero e racializado.

 

 

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“Além disso, é preciso explicitar-te a identidade de quem te fala, sem
tergiversações. Não são definições minhas, mas as adoto por estar com elas de acordo e pela certeza de facilitar tua compreensão. Como já te adiantei, sou negra, uma juntada de pretos e pardos. Ora, não me peças explicações sobre coisas que tu inventaste como esse ‘pardo’. Só sei que a cada dia que passa, ele fica mais negro.”

Trecho da tese de doutorado em educação, intitulada “A construção do outro como não-ser como fundamento do ser”, defendida em 9 de agosto de 2005 por Sueli Carneiro na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp)

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Sueli Carneiro entre 26 e 27 anos aproximadamente. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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Doutora

Sueli na defesa de sua tese de doutorado, em 9 de agosto de 2005. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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Doutora

Sueli abraçada com Kabengele Munanga na ocasião da defesa de sua tese de doutorado. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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Biblioteca de Sueli Carneiro

Autores, livros e ensaios que foram referência na construção do pensamento de Sueli Carneiro (em ordem de prioridade, e não alfabética)

NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

NASCIMENTO, Abdias. O Brasil na mira do pan-africanismo. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO)/Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), 2002.

GONZALEZ, Lélia; HASEMBALG, Carlos. Lugar do negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: SILVA, Luiz Antônio Machado et alii. Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos. Brasília: Anpocs, 1983. 303 p. p. 223-244. (Ciências Sociais Hoje, 2).

MANDELA, Nelson. Cartas da prisão. São Paulo: Editora Todavia, 2019.

MUNDIMBE, V. Y. Table ronde. Somaire, v. IX, n. 56.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2001.

WEST, Cornel. Questão de raça. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

HELEIETH Saffioti. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Prefácio de Antonio Candido de Mello e Souza. Petrópolis: Editora Vozes, 1976.

HOOKS, bell. Intelectuais negras. Estudos Feministas. Rio de Janeiro: IFCS/UFRJ – PPCIS/UFRJ, v. 3, n. 2/95, p. 465.

PATEMAN, Carole. O contrato sexual. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

MAHARAJ, Mac; KATHRADA, Ahmed. Mandela: retrato autorizado. São Paulo: Alles Trade Editora, 2007.

FANNON, Franz. Pele negra, máscara branca. Salvador: Fator, 1983. (Primeira edição em francês, Paris: Seuil, 1952.)

FANNON, Franz. Os condenados da terra. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. (Primeira edição em francês, de 1961.)

LANDES, Ruth. A cidade das mulheres. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1967.

MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido do retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

MUNANGA, Kabengele. Cem anos de bibliografia sobre o negro no Brasil. Prefácio. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2000. v. II.

FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade a vontade do saber 1. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade o uso dos prazeres 2. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

FOUCAULT, Michel. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

SODRÉ, Muniz. A verdade seduzida: por um conceito de cultura no Brasil. Rio de Janeiro: Codecri, 1983.

SODRÉ, Muniz. Claros e escuros – identidade, povo e mídia no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1999.

MILLS, Charles. The racial contract. Ithaca: Cornell University Press, 1997.

MIR, Luís. Guerra civil estado e trauma. São Paulo: Geração Editorial, 2004.

MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições e guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 2014.

KRUMAH, Kwame. Consciencism. Nova York: NYU Press, 1970.

HOUNTONDJI, Paulin. Sur la “philosophie africaine”: critique de l’ethnophilosophie. Paris: F. Maspero, 1977.

HASENBALG, Carlos Alfredo. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

SANTOS, S. Boaventura. Pela mão de Alice. São Paulo: Cortez Editora, 1995. 

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Sueli Carneiro e Luanda na Universidade de Austin, no Texas (Estados Unidos da América). 2019. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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Seção de vídeo

O trabalho intelectual – videoguia 3 – Ocupação Sueli Carneiro (2021)

Filósofa e doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), Sueli Carneiro trabalha, em sua tese, o quão violento é o processo de construção de identidade baseado na defesa, nos lugares inacessíveis e na falta de direitos. Além disso, o educador Edinho Santos salienta a importância de Sueli na luta em prol das cotas raciais no âmbito universitário.

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