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A literatura pode ser uma ótima maneira de conhecer cidades – inclusive aquelas que, assim pensamos, já conhecemos. Afinal, cada artista tem seu próprio jeito de encarar e registrar as paisagens, os costumes, os personagens urbanos. No dia 20 de fevereiro, quarta-feira, a série Brechas Urbanas aborda essa questão em uma conversa com a professora Ana Cecilia Olmos e o escritor Mailson Furtado Viana.

Apresentados mensalmente no Itaú Cultural, os encontros do Brechas Urbanas têm o objetivo de instigar reflexões sobre a vida na cidade – em seus mais diversos aspectos e sob os mais diferentes pontos de vista.

A partir desta edição de fevereiro, a série conta com a mediação da empreendedora social Monique Evelle. Natural de Salvador, ela está à frente de organizações como a Desabafo Social – que estimula a educação em direitos humanos – e, em 2017, foi indicada pela revista Forbes como um dos 30 empreendedores que, com menos de 30 anos, estão transformando o mundo. No ano anterior, a revista Claudia e o jornal O Estado de S. Paulo já a haviam citado como uma das novas vozes do feminismo negro.

Nascida em Buenos Aires, na Argentina, Ana Cecilia leciona literatura hispano-americana na Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisas na mesma área, com foco nos discursos críticos, na narrativa contemporânea e no ensaio de escritores. Em 2008, publicou o livro Por que Ler Borges, sobre a obra do argentino Jorge Luis Borges.

Mailson, por sua vez, nasceu em Cariré e cresceu em Varjota, pequenos municípios cearenses. Foi sua experiência nesse último – onde ainda vive – que serviu de base para a criação de À Cidade (2017), obra com a qual ele levou o Prêmio Jabuti de 2018 nas categorias Livro do Ano e Poesia. Além de trabalhar como cirurgião-dentista, Mailson atua no campo das artes cênicas.

Brechas Urbanas – Escrevendo a Cidade [com interpretação em Libras]
quarta 20 de fevereiro de 2019
às 20h
[duração aproximada: 120 minutos]
Sala Multiúso (piso 2) – 100 lugares

Entrada gratuita

distribuição de ingressos
público preferencial: uma hora antes do evento | com direito a um acompanhante – ingressos liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante
público não preferencial: uma hora antes do evento | um ingresso por pessoa

[livre para todos os públicos]

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Nos depoimentos de Alemberg Quindins, criador da Fundação Casa Grande, e Monique Evelle, criadora da Desabafo Social, entendimentos novos do central e do periférico