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Um mapa é uma miniatura de um espaço e dos caminhos que podemos percorrer até ele e nele. Como representar um lugar e fazer com que alguém que nunca o visitou possa conhecê-lo? Como descrever onde fica esse local e as características da região? De várias formas.

Houve tempos em que mapas marcavam um limite de área de até onde se falava um idioma. Mas o jeito principal era através de muitas ilustrações: de seres humanos, paisagens naturais, animais e acontecimentos costumeiros, como a pesca e o combate. Era importante conhecer o território para além dos seus limites geográficos, e isso implicava incorporar nesse mapa o que havia nesse lugar. 

Por isso, o cartógrafo, isto é, o profissional que faz mapas, é um cientista-artista. Ele precisava fazer uso de conhecimentos diversos: astronomia, geografia, navegação, matemática, artes do desenho e da decoração. Inclusive, há registros de mapas que tinham mais valor como objeto de apreciação do que como guia de viagem.

O resultado final do trabalho do cartógrafo era uma representação e uma leitura de mundo. Cada mapa traz consigo uma perspectiva, como um mapa físico, que mostra o relevo e a vegetação de um lugar, ou um mapa econômico, que indica as atividades de produção de um território, entre outros aspectos.

Além dos usos mais tradicionais e científicos, encontramos muitos exemplos de como o mapa é ou pode ser inspiração para projetos criativos e artísticos. Deixamos referências sobre essas questões para quem quiser conhecer mais e se engajar na nossa proposta, que é a construção de um mapa de um local conhecido de maneira afetiva e pessoal, abrindo espaço também para a imaginação.

Baseados nesse mapa que propomos no vídeo, indicamos aqui também possíveis brincadeiras:

Esconde-esconde: você pode brincar de esconder algum objeto que mapeou, e outra pessoa tenta adivinhar onde ele está.

Desafios: chame mais gente para brincar junto. Embaralhe as figurinhas tiradas do mapa. Cada participante pega uma mesma quantidade definida por vocês – ninguém pode saber quais figurinhas o outro pegou. O desafio aqui é, a cada rodada, o mestre da vez escolher uma de suas figurinhas e inventar uma história que a associe sem revelá-la. Os demais participantes têm de adivinhar o que é.

Jogo de tabuleiro: use seu mapa como um jogo de tabuleiro. Você pode utilizar as figurinhas como fichas e os traçados como casas para percorrer. Todos os jogadores começam no mesmo ponto, e vence quem chegar ao último ponto (o mais distante de onde começou). A cada jogada, o dado é lançado e o jogador anda a quantidade correspondente, avançando ou retrocedendo quando cair em perigos (tomadas, fios, fogo). Se cair em uma casa ocupada por outro jogador, a pessoa volta ao início. Quem tirar um número que ultrapasse a última casa tem de voltar a quantidade que tirou a mais.

A seguir, listamos algumas referências para inspiração:

Mapa do Brasil;
Mapa de Itapuã, 1647;
Mapa de Itamaracá, 1647;
Mapa de Friburgo, 1647;
Mapa de Marcgraf – Insula Antonij Vaazij, 1647;
Mapa do Almirante, 1522;
Mapas artísticos;
Cartografia colaborativa.

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