A Orquestra Brasileira do Auditório (OBA) – formada por 29 jovens estudantes de música, todos alunos da Escola do Auditório – sobe ao palco da casa, sob a regência de Debora Gurgel, para mostrar um espetáculo com estilos diferenciados de ritmos na música popular brasileira.

Com um repertório temático, que faz uma viagem por algumas regiões do país e pela história da nossa música, o concerto é formado por obras de grandes compositores – como Pixinguinha e Benedito Lacerda, Ernesto Nazareth, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e Gilberto Gil –, com arranjos de Debora Gurgel, Nailor Proveta e Edson José Alves.

“Começamos essa viagem na década de 1930, pelo Rio de Janeiro, com o samba ‘Atire a Primeira Pedra’. Depois, retrocedemos no tempo e voltamos ao início da dita música brasileira, com ‘Brejeiro’, seguida da polca ‘O Gato e o Canário’ – que conta com arranjo de Nailor Proveta. Na sequência, ainda no Rio, vamos para a época da bossa nova, com ‘Modinha’. Seguimos com ‘Lugar-Comum’ e partimos rumo ao Nordeste”, explica Debora. “Com dois arranjos de Edson José Alves, apresentamos o ijexá ‘Eu Vim da Bahia’ e o xote ‘De Volta pro Aconchego’. Então, subimos para Pernambuco com o maracatu ‘April Child – Maracatu Nação do Amor’. E entre outras composições que também serão executadas terminamos em Minas Gerais com ‘Vera Cruz’”.

Segundo a regente, além de mostrar a evolução dos alunos, a apresentação traz como novidade as improvisações que serão feitas pelos jovens instrumentistas durante o concerto. “Desta vez, eles vão fazer os próprios solos”, fala Debora. “Eles mesmos escolheram quem seriam os solistas do espetáculo durante os ensaios. Mas todos os que queriam solar terão o seu momento”.

Sobre a OBA

Nascida na Escola do Auditório Ibirapuera, a OBA é uma orquestra-escola na qual os seus integrantes aprendem a tocar músicas de diversas épocas, estilos e regiões do país, com especial atenção para o universo popular. O grupo, que parte da formação tradicional de banda sinfônica, agrega ainda a dupla baixo e bateria, percussões e o regional dos grupos de choro.

“Existem certas questões didáticas que fazem parte de cada etapa de ensino, de cada orquestra da Escola do Auditório. Na OBA, essas questões são mais abrangentes. Os alunos já têm um domínio maior do instrumento e da concepção de naipes. E começam a aprender a fazer arranjos também”, explica. “Neste espetáculo, não há nenhum arranjo deles, mas o trabalho é feito em sala de aula, quando levo apenas um rascunho e eles completam e definem as funções dos naipes. É uma experimentação, mas que faz os olhinhos deles brilhar”.

A Escola do Auditório
A Escola do Auditório, sob a gestão do Itaú Cultural desde 2011, oferece curso livre de música brasileira, com duração de cinco anos, a até 170 estudantes (a partir de 12 anos de idade) da rede pública de ensino que residam no município de São Paulo.

O objetivo é proporcionar uma sólida formação na área da música popular, unindo teoria e prática. Os estudantes aprendem a tocar um instrumento, desenvolvem a percepção musical e conhecem a história da música brasileira, seus estilos e seus personagens.

Desde o início das atividades, a Escola do Auditório, que tem direção artístico-pedagógica de Nailor Proveta, já formou seis turmas (92 alunos), proporcionando a esses jovens a oportunidade de iniciar e desenvolver carreira na música.

O corpo docente da escola – que conta inclusive com alunos formados – é composto de 35 professores, que ministram aulas de percepção melódica e harmônica, percepção rítmica, harmonia, laboratório, prática de conjunto, instrumento e orquestra.

Orquestra Brasileira do Auditório (OBA)
domingo 5 de maio de 2019
às 17h
[duração aproximada: 70 minutos]

Entrada gratuita [os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação. Limite de dois ingressos por pessoa. Sujeito à lotação da casa.]

[livre para todos os públicos]

Abertura da casa: 90 minutos antes da apresentação

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