A plataforma de streaming disponibiliza dez títulos
Publicado em 26/08/2025
Atualizado às 14:16 de 27/08/2025
Na sexta-feira, 29 de agosto, a IC Play estreia a mostra de cinema Entrenegro, com curadoria de Lorenna Rocha e Gabriel Araújo, da plataforma Indeterminações. A seleção reúne produções de diferentes épocas e regiões do Brasil, trazendo à tela a pluralidade das experiências e reflexões sobre as negritudes brasileiras.
A mostra propõe ao público um mergulho crítico e sensível no cinema negro, abrindo espaço para revisitar narrativas, questionar pressupostos estabelecidos e ampliar o debate sobre racialidades no país.
A Itaú Cultural Play é a plataforma de streaming gratuita do Itaú Cultural, dedicada exclusivamente à produção audiovisual brasileira. Cadastre-se.
Confira os filmes:
Viramundo (1965)
de Geraldo Sarno
40 min | classificação indicativa: livre
Na sua estreia na direção, o cineasta baiano vislumbra uma ebulição de corpos, vozes e credos, sublinhando desigualdades estruturais e relações de trabalho coloniais. Compõe o longa "Brasil Verdade" (1966), da Caravana Farkas. Recomendado pela curadoria da mostra Entrenegro para ser visto para ser visto junto a Terremoto Santo, de modo a ressaltar procedimentos e estéticas em torno das religiosidades brasileiras.
Terremoto santo (2017)
de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca
20 min | classificação indicativa: livre
Em Palmares, cidade da Zona da Mata, em Pernambuco, marcada pela história da exploração de mão de obra e cana-de-açúcar, jovens encontram-se com a fé e com trabalho por meio da liturgia evangélica e dos cantos de louvor. Aspectos estéticos e sociais do neopentecostalismo, ainda pouco explorados na filmografia brasileira, emergem sem análises sociológicas ou etnográficas.
Alegoria dos autômatos (2021)
de Josy Macedo e Clébson Francisco
15 min | classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição
A partir de trechos de filmes, programas de televisão, propagandas, ilustrações e outras fontes, o filme desconstrói a retórica do racismo à brasileira, enquanto manisfesta: “Nós somos o Brasil. Independência é a gente que faz.”
Curió (2022)
de Priscila Smiths e P.H Diaz
20 min | classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição
Os quase trinta anos do processo de formação do bairro Curió, em Fortaleza. Por meio da observação cotidiana e dos depoimentos de moradores que construíram essa comunidade, conhecemos mais dessa memória urbana, a relação dos habitantes com o território e as esperanças de quem, apesar da violência, segue existindo.
Maria Piauí (2025)
de Juma Pariri e Coletiva Maria Piauí
13 min | classificação indicativa: 10 anos, segundo autodefinição
Jovens da Serra do Catolé, no Ceará, dispõe de uma série de referências para erguer um retrato de Maria Piauí, matriarca do povoado do Sítio Leite, em Juazeiro do Norte.
A baiana (1973)
de Moisés Kendler
10 min | classificação indicativa: livre
A figura da baiana, por vezes construída de forma exotizada e racista e por anos reiterada como uma das manifestações mais autênticas da cultura popular brasileira, reflete os estereótipos com os quais pessoas negras foram e são registradas. O filme revela as contradições entre a beleza e a violência que permeia a história dos símbolos que remetem ao legado africano no país.
Mugunzá (2022)
de Ary Rosa e Glenda Nicácio
101 min | classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição
Arlete está totalmente dilacerada — perdeu um amor, seu filho e sua casa. Enredada em um contexto de opressão, ela encontra formas de desafiar o patriarcado, o machismo e o preconceito, numa constante busca por compaixão, dignidade e justiça.
Waldir Onofre (1979)
de Tininho Fonseca
32 min | classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição
Tininho Fonseca apresenta a vida, os desafios e a visão de mundo do roteirista, ator e diretor de "As aventuras amorosas de um padeiro", que lança um chamado do cinema negro brasileiro ao inconformismo. Originalmente veiculado no Programa Cinemateca nº 123, foi também exibido como curta-metragem. O material encontra-se no acervo do Centro Técnico Audiovisual (CTAv).
Cavalo (2020)
de Rafhael Barbosa e Werner Salles
11 min | classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição
Sete jovens são convidados a mergulhar em um processo artístico de criação a partir de seus corpos e seus movimentos, enquanto dançam nas ruas da cidade e se encontram com suas ancestralidades.
Mborairapé (2023)
de Roney Freitas
25 min | classificação indicativa: 10 anos, segundo autodefinição
A música sempre oferece possibilidades para borrar algumas fronteiras. Jovens rappers Guarani que vivem na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, discutem o processo de criação e expressão cultural por meio da música e da oralidade.