Véxoa: Nós Sabemos é a primeira exposição dedicada à produção de artistas indígenas contemporâneos realizada pela Pinacoteca de São Paulo, o museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado. Depois de um longo período fechado por conta da pandemia de covid-19, a Pina reabriu suas portas no último dia 15 de outubro, respeitando todas normas de segurança para este momento.

Com curadoria da pesquisadora indígena Naine Terena – escute aqui o podcast Mekukradjá com ela –, a exposição fica em cartaz de 31 de outubro de 2020 a 22 de março de 2021. Ela traz 23 artistas e/ou coletivos de diferentes regiões do país, que contribuíram com pinturas, esculturas, objetos, vídeos, fotografias e instalações, além de uma série de ativações realizadas por diversos grupos indígenas.

Véxoa: Nós Sabemos é a primeira exposição dedicada à produção de artistas indígenas contemporâneos realizada pela Pinacoteca (imagem: Edgar Correa Kanayrõ)

Para Jochen Volz, diretor-geral, este é um marco de representatividade dentro da Pinacoteca. Em 2019, o museu já havia incorporado ao seu acervo obras de arte brasileira produzidas por artistas indígenas. “Esta exposição é fruto de um diálogo ativo durante os últimos anos entre o museu e os diversos atores da arte contemporânea de origem indígena brasileira, colocando em debate a história da arte que o museu pretende contar e as que permaneceram invisíveis”, afirmou em comunicado para a imprensa.

Sobre Véxoa: Nós Sabemos, Naine Terena, que é doutora em educação e mestra em artes, diz que a grande intenção da mostra é considerar, profundamente, o local de fala desses artistas indígenas, “sem centralizar no pensamento do curador ou da instituição”. A exposição, que tem patrocínio do Itaú, traz obras de nomes como o do pensador Ailton Krenak, do artista plástico Jaider Esbell e dos artistas Denilson Baniwa e Yakunã Tuxá.

Os ingressos para visitar a Pinacoteca devem ser reservados com antecedência e diretamente no site do museu. Saiba mais sobre a exposição.

A exposição Véxoa: Nós Sabemos tem a presença de 23 artistas e/ou coletivos de diferentes etnias e regiões do país (imagem: Edgar Correa Kanayrõ)

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