Classificação indicativa: Livre

Suspensão (Tomás Vega, 2020, 2 minutos)

SINOPSE: A janela do nosso quarto dava para oeste. Meus irmãos dormiam em cima, num beliche de alvenaria, e eu embaixo.  De manhã, quando não tinha  escola, era lindo demais de ver os raios de sol entrando em direção a minha cama. Eles se recortavam por uma mexeriqueira que vivia doente e pela nossa janela com grade. Eram um ou dois raios que permitiam ver a poeira em suspensão. Eu levantava e ficava brincando com aquelas misteriosas partículas que só se viam quando atravessam o raio. Assoprava, agitava as partículas. Colocava a mão, passava rápido, interrompia a projeção. O inédito céu de São Paulo destes dias diminui a minha saudade do céu de Campinas. Agora, no meu ateliê, brinquei de novo com os raios. Resgatei a lembrança de casa. Uma de minhas primeiras experiências estéticas.

[livre para todos os públicos]

A obra faz parte da segunda edição do Festival Arte como Respiro. Confira a programação completa.

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