Classificação indicativa: Livre

A cantora Virgínia Rosa sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, acompanhada por um quinteto*, com o show Virgínia Rosa Canta Clara, homônimo ao seu mais recente disco. No espetáculo – em homenagem a Clara Nunes (1942-1983) –, Virgínia mostra a diversidade de compositores, ritmos e gêneros gravados pela intérprete mineira durante a sua carreira, “jongando luz” sobre o lado mais desconhecido da artista. A direção musical é de Ogair Júnior.

“A imagem da Clara Nunes está muito associada ao samba e a canções como ‘Conto de Areia’ e ‘O Mar Serenou’. Por isso, nesse trabalho, eu criei um diferencial e mostro um pouco desse lado menos conhecido dela”, fala Virgínia. “Eu canto, por exemplo, o forró ‘Feira de Mangaio’ e a valsa ‘Ai Quem Me Dera’, entre outras canções de gêneros diversos que também foram interpretados ou gravados por ela. Com esse disco, trago a oportunidade de as novas gerações saberem quem foi Clara Nunes, uma artista completa que tocava os corações.”

Virgínia conta que a proximidade com o repertório de Clara se deu no começo dos anos 2000, quando foi convidada para participar de um show em homenagem à artista, a Alcione e a Beth Carvalho no Sesc Pompeia. A partir daí, envolveu-se ainda mais com as obras interpretadas e gravadas pela mineira, o que acabou resultando em um novo espetáculo – e mais recentemente no disco Virgínia Rosa Canta Clara.

“Quando eu fiz essa homenagem, senti uma ligação emocional muito forte e uma identificação com o repertório da Clara Nunes. Escolhi seis músicas para apresentar. Mas, quando interpretei ‘Canto das Três Raças’, fiquei extremamente emocionada. Senti que aquela música falava de mim, da minha terra, do meu país, da formação do povo brasileiro, da nossa cultura. É uma música muito forte, que até hoje causa uma emoção enorme em mim e na plateia”, conta Virgínia. “Saí desse espetáculo com vontade de cantar mais coisas que ela havia interpretado. Então, fui escutando as canções que ela cantou e gravou, assisti a alguns vídeos dela e resolvi fazer esse show, que em 2015 virou disco.”

A cantora acrescenta que o papel de Clara Nunes na música e na cultura brasileiras é de extrema importância, uma vez que a artista mineira trazia à tona a essência do povo brasileiro em suas interpretações e quebrou tabus à época.

“Quando a pessoa escuta Clara Nunes e a força que têm as músicas que ela cantou, surge uma identificação. Ela nos mostra toda a diversidade brasileira, que é muito rica e rítmica”, fala Virgínia. “Ela foi uma grande intérprete e cantava de tudo – como bolero, valsa, forró, choro, apesar de ter estourado mesmo com o samba. Ficou marcada como uma artista extremamente popular e revelou grandes compositores, como João Bosco e Aldir Blanc”, acrescenta. “A Clara quebrou ainda um tabu, porque no meio fonográfico naquela época não se acreditava que mulher pudesse vender disco. Mas ela foi a primeira a vender mais de 100 mil cópias de um mesmo álbum, abrindo essa porta. Clara Nunes era uma cantora completa. Os artistas brasileiros que foram importantes, como ela, têm de ser sempre lembrados.”

*Quinteto

Douglas Alonso | percussão

Jorge Ervolini | violões

Ogair Júnior | piano, acordeom e arranjos

Ramon Montagner | bateria e percussão

Robertinho Carvalho | contrabaixo

Virgínia Rosa [com interpretação em Libras]
sexta 7 setembro de 2018
às 21h
[duração aproximada: 75 minutos]

ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

[livre para todos os públicos]

abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido, em seus pontos de venda e pelo telefone 11 4003 1212 a partir das 13h do dia 28 de agosto. Também estarão à venda na bilheteria do Auditório Ibirapuera, nos seguintes horários:
sexta e sábado das 13h às 22h
domingo das 13h às 20h

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