Atrás das paredes; Galhada, em tempos de fissura; Dança boba e Cabeça de toco, aqui tudo é mato são os espetáculos integram a programação no Itaú Cultural
Publicado em 12/02/2026
Atualizado às 10:36 de 13/02/2026
O Itaú Cultural (IC) recebe parte da programação da 11ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), reconhecida como um dos maiores festivais teatrais do país. A mostra acontece de 6 a 15 de março em diversos teatros e espaços culturais espalhados pela capital paulista. A programação reúne artistas nacionais e internacionais e se organiza em torno de quatro eixos centrais: Mostra de Espetáculos, Ações Pedagógicas, Olhares Críticos e MITbr – Plataforma Brasil.
Na atual edição, o MITbr – programa que busca fortalecer e ampliar o alcance internacional das obras brasileiras, fomentando a construção de redes de contato –, em parceria com o IC, apresenta obras do projeto “Conexões Centro-Oeste”, reunindo peças de diferentes estados da região. A curadoria foi feita por dois profissionais do IC: Galiana Brasil, gerente de curadorias e programação artística, e Carlos Gomes, coordenador curatorial.
Ao todo, o IC recebe, em datas distintas, quatro espetáculos: Atrás das paredes; Galhada, em tempos de fissura; Dança boba e Cabeça de toco, aqui tudo é mato. Todas as apresentações acontecem na Sala Itaú Cultural.
As entradas para os quatro espetáculos são gratuitas e podem ser retiradas pela Inti. Para mais informações sobre reserva de ingressos para eventos presenciais no IC, clique aqui.
Caso os ingressos se esgotem, os interessados podem comparecer ao IC no dia do evento para aguardar por ingressos remanescentes. Não se trata de uma garantia: é necessário entrar na fila (organizada uma hora antes da atração) e, caso haja desistências, será possível obter o ingresso.
Confira abaixo mais informações sobre cada espetáculo.
Atrás das paredes
Protagonizada por artistas da Cia. Plágio de Teatro, de Brasília (DF), é uma peça que aborda um tema extremamente comum: a trama se desenrola em um domingo, quando uma família se reúne para o almoço. Flora, esposa de Simão, decide surpreender a todos e convida uma família vizinha para celebrar um aniversário. Aos poucos, as aparências que encobriam a verdade começam a ruir, revelando o que estava submerso.
Atrás das paredes [com interpretação em Libras]
7 e 8 de março de 2026
sábado e domingo | 19h
[duração aproximada: 75 minutos]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição
Entrada gratuita.
Retire seu ingresso [a partir das 12h do dia 3 de março]
Galhada, em tempos de fissura
Protagonizada por Alice Stefânia, do Teatro do Instante, de Brasília (DF), o espetáculo mostra uma pesquisadora explorando os desafios planetários vividos em nosso tempo. Em meio a contradições e conversas proféticas com uma planta, compartilhando saberes e utopias, a mulher sofre uma mutação genética, que faz surgir nela uma galhada – esta é evocada como conceito multiespecífico (vegetal, animal, mineral), sintoma (galhos brotando de si) e encantaria, transformando a pesquisadora em uma deusa-ciborgue, antena orgânica e encruzilhada de forças, conectada a distintos mundos e tempos.
Galhada, em tempos de fissura [com interpretação em Libras]
10 e 11 de março de 2026
terça e quarta | 19h
[duração aproximada: 58 minutos]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição]
Entrada gratuita.
Retire seu ingresso [a partir das 12h do dia 3 de março]
Dança boba
O espetáculo, protagonizado por dois artistas do Ateliê do Gesto, de Goiânia (GO), se funda na construção de danças a partir de jogos de improviso desses intérpretes. As danças construídas ganham potência por meio da simplicidade, da construção poética desvelada e da entrega que os artistas colocam para compartilhar momentos diversos que transitam entre memória, nostalgia, leveza, drama e ludicidade.
Dança boba [com interpretação em Libras]
12 e 13 de março de 2026
quinta e sexta | 19h
[duração aproximada: 50 minutos]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Entrada gratuita.
Retire seu ingresso [a partir das 12h do dia 10 de março]
Cabeça de toco, aqui tudo é mato
A peça é protagonizada pelo grupo Arado Cultural, de Mato Grosso do Sul. e investiga o impacto da ação humana sobre a natureza e os territórios do Centro-Oeste. Durante duas décadas, árvores caídas em um quintal transformaram-se em 30 pedaços de madeira, dispostos no palco. Sob a direção de Eduardo Fukushima, os movimentos dos intérpretes-criadores evocam bichos, rios, árvores e gentes. A madeira se torna uma protagonista que dança e conta histórias, configurando um diálogo com as questões ambientais e culturais do lugar “onde o Brasil é Paraguai”. Com referências às obras de Conceição dos Bugres e à música de Tetê Espíndola, ambas artistas sul-mato-grossenses, “Cabeça de toco, aqui tudo é mato” é um convite urgente à reflexão sobre o corpo da terra.
Cabeça de toco, aqui tudo é mato [com interpretação em Libras]
14 e 15 de março de 2026
sábado e domingo | 18h
[duração aproximada: 50 minutos]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição]
Entrada gratuita.
Retire seu ingresso [a partir das 12h do dia 10 de março]