Entre 6 e 14 de outubro, o Itaú Cultural apresenta a Mostra Helena Ignez, programação de cinema relacionada à Ocupação Helena Ignez – projeto que homenageia a atriz, diretora e roteirista baiana, investigando a atuação de Helena diante e atrás das câmeras, evidenciando a liberdade criativa de sua obra.
A mostra de cinema reúne sete obras que traçam um panorama da atuação de Helena como atriz e diretora, desde o primeiro trabalho no cinema, em Pátio, de Glauber Rocha, passando por obras emblemáticas do cinema novo e da Belair, desencadeando em obras mais contemporâneas, evidenciando a versatilidade de nossa homenageada.
Toda a programação acontece no Teatro do IC. Os ingressos são disponibilizados pela INTI, e ficam disponíveis para retirada nas terças-feiras da semana de cada exibição, a partir das 12h.
Confira abaixo a programação da mostra:
6 de outubro
Pátio (1959)
Sobre um terraço de azulejos pretos e brancos, como um tabuleiro de xadrez, um casal desenvolve uma coreografia. Seus corpos se tocam, se afastam e interagem como num campo de jogo. Cercados pelo mar e pelas árvores, seus movimentos são também influenciados por vozes, sons e música
A grande feira (1961)
A tradicional feira popular de Água dos Meninos, na zona portuária de Salvador, é ameaçada de despejo por uma empresa imobiliária. Enquanto seus comerciantes lutam para ficar no local, outras histórias se entrelaçam à narrativa principal, dentre elas a de uma filha da elite soteropolitana que se apaixona por um malandro do cais.
7 de outubro
A miss e o dinossauro: bastidores da Belair (2005)
Em 1970, Helena Ignez e os cineastas Rogério Sganzerla e Julio Bressane criaram a produtora Belair. Num dos momentos mais sombrios da ditadura militar no Brasil, marcado por repressão em todos os níveis da vida, a Belair realizou cinco filmes em que a independência e a liberdade se expressaram de maneira plena. Feito a partir de imagens em super-8 captadas durante a produção dos longas Cuidado madame e Sem essa, Aranha, o documentário celebra um dos momentos mais criativos do cinema brasileiro.
A família do barulho (1970)
As peripécias de uma família carioca nada usual, formada por uma prostituta e por dois homens, são o fio condutor desta comédia escrachada e experimental.
13 de outubro
O padre e a moça (1966)
Baseado num poema de Carlos Drummond de Andrade, o longa-metragem de Joaquim Pedro de Andrade conta a história de um jovem padre recém ordenado e os dilemas de um amor proibido com uma bela moça, numa cidadezinha remota do interior de Minas Gerais. A paixão entre ambos desperta entre os moradores do lugar, envolto numa mística de repressão religiosa, as mais intensas emoções, como o ódio, a inveja e a revolta.
14 de outubro
Retire seu ingresso [a partir de 13 de outubro, às 12h]
Helena de Guaratiba (2023)
direção: Karen Black | 15 min.
Odiada pelos gregos, detestada pelos troianos, Helena leva uma vida pacata numa vila de pescadores no Rio de Janeiro, até que o amor bate à sua porta, trazendo fantasmas do passado.
A mulher de todos (1969)
Casada com Doktor Plirtz, magnata da indústria dos quadrinhos, a vampiresca Ângela Carne e Osso vai passar o final de semana na aprazível Ilha dos Prazeres, uma praia exótica onde ela se entrega aos encantos do amor, ao mesmo tempo em que enlouquece os homens que atravessam o seu caminho. Desconfiado dos hábitos livres de Ângela Carne e Osso, Plirtz contrata o detetive particular Polenguinho para vigiar a esposa.