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Vocês já perceberam como o mundo vegetal nos ensina algo sobre como viver? Ele é especialista nisso: as plantas nascem até nos locais mais áridos e adaptam-se em lugares muito difíceis, como nos pequenos buracos das calçadas. Elas estão em todo lugar, ainda que de formas diferentes. E revelam a mágica da vida, da reprodução e da evolução.

Aprender a cultivar as plantas dentro de casa significa aprender a como introduzi-las num novo local. Aliás, para conseguir cultivar plantas, é preciso entender que espécie é aquela e como é seu ambiente natural, original, aceitando que não conseguiremos reproduzir todas essas condições, ainda que possamos oferecer algumas delas para a vida daquele ser.

Algumas das circunstâncias fundamentais para o cultivo é a luz – que tipo de luminosidade a planta tinha? Façamos perguntas: nossa casa tem essa luz? Como e onde? Por quanto tempo? Esses entendimentos nos ajudam a evitar falhas, como tentar cultivar uma planta que precisa de seis ou mais horas de sol todos os dias num canto escuro da sala ou do banheiro. Afinal, ela precisa desses fatores para se desenvolver plenamente, da mesma maneira que nós, humanos, também precisamos de outros fatores. Como ela não movimenta sua raiz, cabe a nós oferecer-lhe as melhores condições.

(imagem: Divulgação)

Outras perguntas que devemos fazer são em relação à umidade que há no local. É uma planta de mata tropical? De deserto? Qual é a presença da água no deserto? Rara, mas, quando ocorre, abundante. Isso faz com que as plantas que originalmente vêm de lá tenham modificações em seus corpos para guardar água, como acontece com os cactos e as suculentas. É por isso que, se regamos demais, as “afogamos”. Compreendendo a espécie e, às vezes, até cada indivíduo, podemos oferecer condições para ela viver. E que linda tarefa essa!

Investiguemos mais ainda: como é o ar, a ventilação naquele ambiente? Qual é o substrato dessa planta, isto é, qual é o meio no qual se fixa sua raiz e onde ela consegue seu alimento? Nem sempre é terra e nem toda terra é igual.

Na natureza há um sem-fim de processos sempre ocorrendo e oferecendo nutrientes ao solo. A vida se alimenta dos seres que morrem, de adubo. Retirar a planta de um local com abundância desses nutrientes ou de uma loja – aonde chegou depois de ter sido cultivada em locais supercontrolados, como as estufas dos grandes produtores – e nunca mais “alimentá-la” é um problema. Há compostos químicos e orgânicos para adubação que podemos pesquisar, avaliar e escolher.

(imagem: Divulgação)

Por fim, é preciso olhar e observar o que está acontecendo, periodicamente. Cuidar, retirar folhas secas, ver que sinais a planta dá. Está murcha? Está com manchas? A partir desses sinais, pode-se fazer pesquisas para tentar identificar as causas e curar a planta, se necessário. Nem sempre é doença ou praga; pode ser luz ou rega inadequada, que varia de acordo com o clima.

O mais importante é entender que elas querem viver. Se dispusermos um pouco do nosso tempo para ajudá-las a manter-se vivas, elas nos recompensam com sua exuberância e companhia.

(imagem: Divulgação)

Para inspiração, aqui deixamos algumas referências:

A paisagem amazônica de Leone Righini;
Plantação de Café;
Forèt Vierge Près Manqueritipa, dans la Province de Rio de Janeiro;
Vila Rural e Serra (Atribuído);
Vegetação Tropical (Atribuído);
Eliconia.

Documento baixável.

Expedição Brasiliana: crie vasos e comece a plantar (imagem: Divulgação)
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