A mostra celebra a atriz e cineasta movida pela experimentação e pela liberdade criativa
Publicado em 22/06/2026
Atualizado às 08:44 de 27/07/2026
A partir de 22 de julho, a 74ª Ocupação Itaú Cultural homenageia Helena Ignez, que reinventou formas de atuar e nunca aceitou se limitar às imagens criadas sobre si. Ao longo de mais de seis décadas de carreira no teatro e no cinema, participou de momentos marcantes da cultura brasileira e construiu uma produção pautada pela experimentação da linguagem artística. Sua vivência nos palcos reflete-se nas telas, especialmente na forma como utiliza o corpo em cena e conduz suas personagens, ultrapassando a mera interpretação para participar ativamente daconstrução desses papéis.
Nascida em Salvador (BA), a atriz fez parte da primeira turma da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde iniciou sua formação artística. No fim da década de 1950, estreou nas telas em Pátio (1959), curta-metragem de Glauber Rocha. Nos anos seguintes, tornou-se uma das figuras centrais do Cinema Marginal. Ao lado de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, participou da criação da produtora Belair, responsável por alguns dos filmes mais radicais realizados no país no início da década de 1970.
O que ver na Ocupação
A exposição reúne fotografias, documentos, trechos de filmes e materiais inéditos que revelam a atuação de Helena diante e atrás das câmeras, evidenciando a liberdade criativa de sua obra. Ao longo da visita, o público pode acompanhar a trajetória de uma artista que segue em plena atividade.
Além do espaço expositivo na sede do Itaú Cultural, a Ocupação Helena Ignez disponibiliza uma publicação virtual e um site com conteúdos exclusivos.
Ocupação Helena Ignez
abertura
visitação
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]