Spider, uma das grandes aranhas de Louise Bourgeois, desembarca em dezembro de 2018 no Instituto Inhotim para ficar quatro meses exposta na galeria Mata. É a primeira vez que a obra da artista francesa deixa o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), onde está exposta desde 1997, ano em que foi adquirida por Olavo Setubal e passou a integrar a Coleção Itaú Cultural.

Equilibrada em suas oito pernas, com terminações que remetem à agulha e ao bordado, a figura de mais de 3 metros de altura em bronze carrega em si o simbolismo da relação da artista com a infância e sua mãe. O tecer, parte do trabalho da mãe na reconstrução de tapeçarias, é também a arte da aranha com a teia.

Desde a década de 1940, as aranhas estão presentes no desenho de Louise Bourgeois, em um longo processo de condensação de sentidos – elas aparecem em desenhos, gravuras, pinturas e esculturas.

Louise Bourgeois (França, 1911-Estados Unidos, 2010) cresceu em um ateliê de restauro de tapeçarias na França. Sua mãe restaurava as peças e Louise participava, ajudando-a no trabalho. Repleto de agulhas, lãs e imagem, labor e sexualidade, o ofício teve intrínseca relação com o que a artista passou a produzir mais tarde.

Os eventos de sua infância e a relação que construiu com a mãe e o pai tornaram-se tema central de suas obras, que mostram a busca pela reconstrução de sua história e seus símbolos.

Com a morte da mãe, com quem tinha uma relação profunda, em 1932 Louise abriu mão de estudar matemática e se voltou para a arte. Ela passou por salas de aula de grandes instituições, como a Académie de la Grande-Chaumière, a École des Beaux-Arts e a École du Louvre.

Aranha (Spider), de Louise Bourgeois, na Coleção Itaú Cultural
sábado 15 de dezembro de 2018 a domingo 14 de abril de 2019
terça a sexta 9h30 às 16h30
sábado, domingo e feriado 9h30 às 17h30

Galeria da Mata | Instituto Inhotim [Rua B, 20 Fazenda Inhotim, Brumadinho – MG]

[livre para todos os públicos]

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