Conversamos com Nicolas Ramanush, presidente da ONG Embaixada Cigana do Brasil Phralipen Romane, sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter social e cultural que objetiva diminuir as diferenças étnicas por meio da cultura. As principais diretrizes da ONG são o resgate, a manutenção e a preservação da cultura cigana, a fim de superar as dificuldades relativas à inclusão cultural e à conservação de suas tradições e de seu patrimônio, por meio da defesa, da recuperação e da valorização da história e das tradições dos diversos grupos ciganos.

No site da entidade, que presta consultoria a ONGs da Europa, são oferecidos materiais gratuitos sobre a cultura cigana.

Ramanush é antropólogo e autor de diversos livros sobre cultura, história e língua ciganas, assim como de materiais que tratam da cultura e da língua indígena, como Nheengatu-Tupi – Vocabulário e Gramática Tupi-Guarani, fruto de seus trabalhos de campo com tribos indígenas do estado de São Paulo. A vice-presidência da Embaixada Cigana do Brasil Phralipen Romane fica a cargo de Ingrid Ramanush, artista plástica com trabalho significativo de aperfeiçoamento do ofício de latonagem, idealizadora de projetos como o Romani Rota, que leva cultura e arte gratuitas ao público de São Paulo, e autora dos livros Kherutni Xabe - Culinária Tradicional Cigana e Danças e Música Ciganas - Ensaio Histórico.

(Foto: Rafael Figueiredo)