Nos dias 1o 2 de dezembro, às 19h, os alunos da Escola do Auditório sobem ao palco em diferentes formações – Coro da Escola do Auditório, Orquestra Brasileira do Auditório (OBA), Orquestra Furiosa do Auditório (Furiosa) e Obinha – para uma apresentação especial que presta homenagem ao Clube da Esquina. Sob a regência de Daniel Reginato, Debora Gurgel, Fi Maróstica e Nailor Proveta, o concerto, que celebra o encerramento do ano letivo de 2018, conta com a participação especial de Ceumar, Tiganá Santana e Vanessa Moreno.

Movimento musical singular na música popular brasileira, cuja sonoridade universal mistura, entre outros gêneros, jazz, bossa nova e músicas africana e latina, o Clube da Esquina surgiu na década de 1960, em Belo Horizonte (MG), em uma esquina do bairro de Santa Tereza, fruto de uma grande amizade entre Milton Nascimento e os irmãos Borges. O grupo de mineiros – que reuniu ainda nomes como Wagner Tiso, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta e Flavio Venturini – se encontrava para tocar e cantar, unido pela música, pela política e pela amizade, abordando a importância de resistir e pregando a esperança em linguagem poética.

Segundo Nailor Proveta, diretor artístico-pedagógico da Escola do Auditório, compositor e arranjador, homenagear esse movimento musical singular na música popular brasileira vem ao encontro do direcionamento de ensino que é dado aos alunos em sala de aula e durante as apresentações das diversas formações da Escola – cujo repertório é focado em autores brasileiros de diversas épocas. O maestro acrescenta que a liberdade que essa nova expressão musical trouxe à música popular brasileira pode ser comparada com aquilo que a instituição propõe pedagogicamente aos seus alunos: o respeito pelas escolhas de cada um e a livre manifestação de ideias, por meio da música e do instrumento.

“A Escola do Auditório é focada no ensino da música brasileira. Ela traz a tradição e a conscientização dos jovens para que eles fiquem mais atentos ao que acontece – e aconteceu – no país”, diz Proveta. “E essa história de o Milton Nascimento sair de Três Pontas no começo dos anos 1960 e ir para Belo Horizonte, dessa amizade dele com os irmãos Borges, de ter um ponto de encontro para fazer um movimento de forma tão brasileira e desenvolver uma música engajada, que conta a história dos movimentos, traz poesia com certa miscelânea de sons e com riqueza de linguagem, é muito importante musical e historicamente falando. Tudo isso tem muito a ver com a nossa história na Escola.”

A Escola do Auditório

Sob a gestão do Itaú Cultural desde 2011, a Escola do Auditório oferece cursos de música brasileira, com duração de cinco anos, a até 170 estudantes (a partir de 12 anos de idade) da rede pública de ensino que residam no município de São Paulo. O objetivo é proporcionar uma sólida formação na área da música popular, unindo teoria e prática.

Os estudantes aprendem a tocar um instrumento, desenvolvem a percepção musical e conhecem a história da música brasileira, seus estilos e seus personagens. Dando coesão e direcionamento ao ensino, o repertório é focado em autores brasileiros, tanto nas aulas quanto nas apresentações realizadas pelos diversos grupos da Escola.

Desde o início das atividades, a instituição, que tem direção artístico-pedagógica de Nailor Proveta, formou cinco turmas (77 alunos), proporcionando a esses jovens a oportunidade de iniciar e desenvolver carreira na música. O corpo docente da Escola do Auditório é formado por 35 professores, que ministram aulas de percepção melódica e harmônica, percepção rítmica, harmonia, laboratório, prática de conjunto, instrumento e orquestra.

Especial Escola do Auditório [com interpretação em Libras]
sábado 1 e domingo 2 de dezembro de 2018
às 19h
[duração aproximada: 90 minutos]

Entrada gratuita [os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação. Limite de dois ingressos por pessoa. Sujeito à lotação da casa.]

[livre para todos os públicos]

abertura da casa: 90 minutos antes da apresentação

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