Chegado ao seu quinquagésimo aniversário, a efervescência de 1968 volta com especial olhar. A 23ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários deixa expresso esse espírito logo em um primeiro contato: a imagem que estampa o evento de 2018 é uma foto da Passeata dos Cem Mil, feita por David Zingg. De 12 a 22 de abril, os trabalhos eleitos serão levados ao público de forma gratuita.

Logo de 2018 do Festival É Tudo Verdade | divulgação

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Problemáticas atuais, tensões capturadas no calor do agora, como o conflito sírio e os Estados Unidos na era Trump, fora os filmes sobre o próprio fazer audiovisual, metalinguística por excelência, se destacam na seleção deste ano. Fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, o festival tem parceria com o Itaú Cultural e o Sesc-SP, dois dos locais onde projeções e debates irão ocorrer. O Instituto Moreira Salles e o Sesc 24 de Maio também entraram no circuito, o que estende a base na Avenida Paulista. 

Amarra Seu Arado a uma Estrela, de Carmen Guarini (Argentina) - foto: divulgaçãoA Flor da Vida, de Claudia Abend e Adriana Loeff (Uruguai) - foto: divulgaçãoChe, Memórias de um Ano Secreto, de Margarita Hernandez (Brasil) - foto: divulgaçãoNão Viajarei Escondida, de Pablo Zubizarreta (Argentina e Uruguai) - foto: divulgaçãoAboio, de Marília Rocha - foto: divulgaçãoDomingos, de Maria Ribeiro - foto: Guga MelgarDona Helena, de Dainara Toffoli - foto: Monica SchmiedtAbissal, de Arthur Leite - foto: Danielle RotholiO Futebol, de Sergio Oksman - foto: divulgaçãoCapistrano no Quilo, de Firmino Holanda - foto: Petrus CariryElevado 3.5, de João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo - foto: divulgação

Haverá também maior participação de documentaristas brasileiros. A Itinerância, projeto que visa estabelecer trilhas pelos interior adentro, representa o desejo de que a arte (formada aqui pelos enredos selecionados) encontre diversos Brasis. A América Latina inteira, pela terceira vez, possui um quinhão só seu, categoria que busca reconhecer bons feitos dos países próximos, composições que, para Labaki, apresentam uma sofisticação da linguagem e uma pluralidade temática.

Já as mulheres tomam o que lhes é de direito e marcam presença  tanto no júri quanto na autoria de projetos escolhidos: Pamela Yates, cineasta norte-americana, é a homenageada do ano, e cinco diretoras brasileiras (Marília Rocha, Helena Solberg, Dainara Toffoli, Maria Ribeiro e Andrea Pasquini) são protagonistas  do braço online da mostra, programação que será disponibilizada no site do Itaú Cultural, de 17 a 22 de abril.

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