Há tempos o video game vem conquistando seu lugar entre as linguagens artísticas. O Itaú Cultural já realizou duas exposições dedicadas ao tema: Game o quê?, em 2003, e Gameplay!, em 2009. Desde 2012, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) possui em seu acervo diversos jogos icônicos. No Brasil, o setor cresce rapidamente, representando o quinto maior mercado consumidor do mundo.

Os jogos eletrônicos vêm demonstrando também grande potencial de comunicação e de transformação social. Exemplo disso é o jogo Huni Kuin: os caminhos da jiboia, contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural 2013-2014. Criado em conjunto por pesquisadores paulistanos e por Kaxinawás do Baixo Rio Jordão, no Acre, o game conta a história de jovens indígenas em sua jornada espiritual para se tornarem “gente verdadeira”, enfrentando desafios e adquirindo conhecimentos e habilidades.

Conversamos com os antropólogos Guilherme Meneses (idealizador do projeto) e Nadja Marin sobre sua relação com o povo Huni Kuin, o processo de registro de sua memória, a pesquisa etnográfica e o papel social do video game.

Veja também