No dia 15 de setembro, a cantora e compositora baiana Luedji Luna se apresenta no Itaú Cultural com o show Um Corpo no Mundo, título também do seu primeiro disco solo, que tem lançamento programado para outubro deste ano. A programação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Luedji não sobe ao palco sozinha, mas, sim, ao lado de três músicos: Renan Lima, Aniel Solleiman e Kabé Pinheiro. O trio foi estabelecido a partir de um processo longo, com muitas experimentações e que já passou por algumas alterações até chegar a essa composição. O repertório a ser apresentado no show é em grande maioria autoral, mas pode contar com algumas composições de outras autoras: “Levanto a bandeira da mulher na composição, faço questão de demarcar esse lugar, da mulher que produz conhecimento. E, como a gente tem tão pouca representatividade, gosto de trazer essas compositoras para este espaço”, explica a baiana.

A vontade de compor vem desde cedo, na adolescência, ainda que não definida no formato musical. Só aos 22 anos Luedji passou a escrever canções e, desde então, não parou mais. Algum tempo depois, ao perceber que em sua formação contava com poucas referências de pessoas como ela – mulheres negras –, passou a problematizar essa questão e a procurar essas artistas: “Comecei a me conectar com outras compositoras e coletivos com o intuito de divulgar nosso trabalho, colocar na internet e fazer com que aquilo chegasse às pessoas. Foi um movimento muito necessário, ter essa referência, criar esses espaços de visibilidade, enxergar mulheres diferentes, com diferentes referências e origens. Foi fundamental para meu trabalho individual”. 

Depois de se mudar para São Paulo, aproximou-se da também cantora e compositora Tatiana Bispo, além de outros nomes da cena musical recente, e amadureceu ainda mais em seu processo como artista. Refletindo sobre a ancestralidade, conta que um dos aspectos que a fez refletir sobre essa representatividade de suas origens foi seu próprio nome: “Tive que me deparar com ter um nome africano, fui construída assim. Ser Luedji traz toda uma simbologia, é ser África no Brasil, é admitir que o Brasil tem negro, tem cultura africana, somos influenciados o tempo todo por essa cultura”.

Reflexões como essa foram as responsáveis pelo desenvolvimento do show e do disco Um Corpo no Mundo. Neles Luedji canta que ela é sua própria embarcação, “Um corpo que traz memórias, um modo de se colocar no mundo, como dançar, como cantar”. A compositora também participa um dia antes (14) da série de debates Diálogos Ausentes, saiba mais aqui.

Luedji Luna
sexta 15 de setembro de 2017
às 20h
[duração aproximada: 60 minutos]

Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares

Entrada gratuita

distribuição de ingressos
público preferencial: duas horas antes do espetáculo | com direito a um acompanhante – ingressos liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante
público não preferencial: uma hora antes do espetáculo | um ingresso por pessoa

[livre para todos os públicos]

Clique aqui para saber mais sobre a distribuição de ingressos.

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