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A banda Maglore – formada por Teago Oliveira (voz e guitarra), Lucas Oliveira (voz e baixo), Lelo Brandão (teclados, guitarra e voz) e Felipe Dieder (bateria) – sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para fazer o show de lançamento da versão em vinil do álbum Todas as Bandeiras (2017), o quarto trabalho de sua carreira. O grupo será acompanhado por um trio de metais, composto dos músicos Filipe Nader (saxofone), Gustavo Sousa (trompete) e Douglas Antunes (trombone).

“Pela primeira vez vamos nos apresentar nesse novo formato, acompanhados pelo trio de metais”, conta Teago Oliveira. “Esse show vai contemplar o lançamento do vinil, mas também traremos composições dos nossos demais discos [Veroz (2011), Vamos pra Rua (2014) e III (2015)]. O repertório vai se diferenciar por meio dos arranjos dessa formação de sopro.”

Segundo Teago, Todas as Bandeiras é um disco bastante reflexivo, que busca retratar o mundo atual, mas sem levantar essa ou aquela bandeira, sem privilegiar esse ou aquele partido, como o próprio título propõe. “Esse álbum é mais analítico do que um discurso. Ele fala sobre liberdades individuais, direitos que são cerceados, sobre a sociedade em que vivemos, mas passa a informação de uma forma muito lúdica, sem fazer militância”, explica o guitarrista. “A própria faixa-título fala de uma revolução no sentido vertical, de baixo para cima. Ela faz um recorte histórico do nosso momento, tanto do Brasil quanto das demais sociedades ao redor do mundo. Mas não levantamos nenhuma bandeira específica.”

A respeito das sonoridades de Todas as Bandeiras, Teago explica que o disco tem mais arrojo estético quando comparado ao trabalho anterior da banda, III, e abriu possibilidades para novas experimentações, embora a Maglore tenha um repertório voltado para a canção popular brasileira, com referências de pop e rock psicodélico.

“Esse álbum traz vários temas, passa por vários momentos e é mais aberto sonoramente. Nós o deixamos um pouco menos pop que o III no sentido de estética mesmo. O som de guitarra mudou, usamos muito pedais de chorus. Ele é bem mais plural”, fala Teago. “Apesar de a Maglore ser uma banda de canção popular, saímos um pouco desse formato e fizemos mais experimentações, inclusive, durante a própria gravação. Ele foi pensado para ser mais solto, mais livre de amarras estéticas. E acabou ficando plural no sentido lírico também, da poesia.”

Sobre a ideia de lançar Todas as Bandeiras na versão vinil – o que já tinha acontecido com o álbum anterior do grupo –, Teago fala que foi natural, já que todos os integrantes da banda são entusiastas dessa mídia, a qual, segundo ele, possui um som único, especial, diferente de qualquer outro formato. Ele diz ainda que o disco, que tem arte de Azevedo Lobo, traz uma surpresa para os fãs.

“Nós gostamos muito de música brasileira, de música antiga, de MPB dos anos 1960. E quando nos mudamos para São Paulo, em 2012, ficamos descobrindo os vinis de todas as famílias [dos integrantes da banda] e os trouxemos conosco. Chegando aqui, compramos uma vitrola velha na Santa Ifigênia e ficávamos horas ouvindo aquilo”, conta o guitarrista. “O som do vinil é muito bonito, é diferente, é mais quente. Todo músico adora ter o seu trabalho lançado em vinil. E o encarte de Todas as Bandeiras vira um pôster. É como se fosse um presente, um souvenir de luxo para o nosso público.”

Maglore [com interpretação em Libras]
sexta 15 de junho de 2018
às 21h
[duração aproximada: 90 minutos]

ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

[classificação indicativa: 12 anos]

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido, em seus pontos de venda e pelo telefone 11 4003 1212. Também estão à venda na bilheteria do Auditório Ibirapuera, nos seguintes horários:
sexta e sábado das 13h às 22h
domingo das 13h às 20h


 

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