Quais são as relações entre o urbano e o rural hoje? Como a maneira pela qual o Brasil deixou de ser um país agrícola – processo marcado pelo êxodo de populações e pela criação de áreas periféricas – determina a vida que temos nas cidades? Em junho, o Brechas Urbanas tem como eixo a dinâmica entre os âmbitos campestre e citadino, espaços-polos da sociedade há tempos. O debate, mediado pela jornalista Natália Garcia, apresenta o assunto cardeal com base em três esferas: a sociologia, a arte e o ativismo. A primeira é posta em pauta por José de Souza Martins, sociólogo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Já a visão artística é representada por Fernando Limberger, artista visual e paisagista. O viés ativista, por fim, surge com a participação de Jaison Pongiluppi, permacultor, educador e articulador cultural.

O tema desta edição, vale salientar, surgiu das pesquisas para a Ocupação Antonio Candido. Em dada entrevista, o professor e crítico literário pontua que, na história nacional, o trabalhador do campo é “a grande voz muda”. Os passos que construíram esse silêncio são os tópicos, no fundo, da mesa em questão.

Membro da Academia Paulista de Letras, Souza Martins expõe um panorama acerca da formação das cidades brasileiras, passagem feita de modo rápido e sem planejamento. Limberger possui experiência em entrelaçar a natureza com o meio urbano, linha mestra da obra Contenção Verde, apresentada na Pinacoteca de São Paulo em 2016. Pongiluppi, por sua vez, recorda as próprias vivências na Casa Ecoativa – localizada na Ilha do Boré, na região do Grajaú, bairro da capital paulista –, onde são realizadas atividades agroflorestais, de bioconstrução, saneamento ecológico e horta.

Brechas Urbanas – As Cidades Brasileiras Entre o Rural e o Urbano [com interpretação em Libras]
quarta 27 de junho de 2018
às 20h
Sala Multiúso (piso 2) – 100 lugares
[duração aproximada: 120 minutos]

Entrada gratuita

[livre para todos os públicos]

distribuição de ingressos
público preferencial:
uma hora antes do espetáculo, com direito a um acompanhante – ingressos liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante
público não preferencial: uma hora antes do espetáculo, um ingresso por pessoa

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