O Mestre Marionetista

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Como é o trabalho de um marionetista?

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BONECO DE LUVA

imagem: acervo Giramundo

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Chamado no Brasil de fantoche, o BONECO DE LUVA é o mais praticado no mundo. É conhecido como guignol na França, punch na Inglaterra, karsperl na Alemanha e pulcinnella na Itália. No Brasil, desenvolveu-se na forma do mamulengo do Nordeste.

Por seu caráter popular, o boneco de luva criou uma linguagem própria preferindo a rua como seu teatro. Exige muito do marionetista, que deve manipular e interpretar, às vezes, dois personagens ao mesmo tempo. 

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BONECO DE FIO

imagem: acervo Giramundo

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O BONECO DE FIO é de construção complexa e difícil manobra. Pode ter dezenas de fios que convergem para a cruz de manipulação.

É um gênero que permite movimentos próximos dos movimentos humanos e animais. Por ser acionada por fios, a marionete se move de modo lento e delicado. Para se desenvolver nessa técnica, o marionetista precisa exercitar o movimento de um pêndulo, aplicando-o ao boneco. 

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BONECO DE BALCÃO

imagem: acervo Giramundo

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Derivado de bunraku japonês, que utiliza até três manipuladores por boneco, o BONECO DE BALCÃO difundiu-se pelo Ocidente, originando muitas variações. Entre elas, a curiosa forma de teatro em que os marionetistas se vestem de preto e se tornam invisíveis pelo jogo de luzes.

O gênero é chamado informalmente de boneco de balcão, por ser apoiado num pedestal ou mesa. Normalmente, é manipulado pela parte de trás, diretamente ou através de varas, por um ou mais marionetistas.

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BONECO DE VARA

imagem: Giramundo

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Montado sobre uma vara principal que sustenta o conjunto, este gênero é derivado do wayang, boneco da ilha de Java, Indonésia. A técnica se expandiu modernamente por todo o mundo por meio de numerosas variações.

O BONECO DE VARA é manipulado de baixo para cima e o marionetista é oculto por uma tapadeira – faixa de tecido. No caso do wayang de Java, o manipulador opera o boneco sentado no chão, atrás de uma tapadeira baixa. No teatro de vara do Ocidente, os marionetistas manipulam de pé, atrás de uma tapadeira alta. Normalmente, o boneco possui vara apenas em uma das mãos, um marionetista auxiliar pode mover a segunda vara. 

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MAROTE

imagem: acervo Giramundo

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Variação simplificada do boneco de vara, o MAROTE pode ser muito bem utilizado para figurações e danças.

Não possui controles nas mãos nem na cabeça, mas o bom manipulador pode tirar muitos efeitos de seus movimentos soltos.

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TRINGLE

image: acervo Giramundo

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O USO DAS TÉCNICAS

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Do francês TRINGLE (vara). Nessa modalidade, o boneco tem o corpo sustentado por uma haste metálica fixada na cabeça. Pode-se adicionar movimentos de cabeça, pernas e mãos de forma simplificada.

Tradicionalmente praticado no sul da Itália, na Bélgica e no norte da França, é considerado o precursor do boneco de fio. Por ser movido por varas de ferro, o boneco apresenta movimentos bruscos e rápidos.