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Desemboque

Ariclenes Venâncio Martins (o Lima Duarte) nasceu em 29 de março de 1930 em um povoado do interior de Minas Gerais chamado Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento, filho de um boiadeiro e de uma artista circense.

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A Desemboque de Lima Duarte

O ator, diretor, sonoplasta, dublador e apresentador, mesmo com mais de 70 anos de carreira, vive revisitando sua cidade natal em suas memórias e entrevistas – ele sempre reforça a importância dessa vivência para sua atuação e criação de personagens. Nesta animação, criada a partir de fotografias pessoais, Lima Duarte desenha com suas palavras o cenário de sua infância.

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"Eu sou um ator que me baseio, principalmente e primordialmente, na memória emotiva. Portanto, todos personagens estão dentro de mim e são de Sacramento e do Desemboque"

Lima Duarte

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Lima Duarte e primos em Desemboque, Minas Gerais, nos anos 1930 | Acervo pessoal Lima Duarte

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Jovem Lima Duarte | Acervo pessoal Lima Duarte

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A infância de Lima Duarte em Desemboque

O homenageado conta histórias de sua infância e fala sobre a relação com sua mãe e o papel dela em sua formação como ator.

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Entre as histórias de um contador, a chegada a São Paulo

por Isabel Teixeira

Com sangue de roteirista correndo nas veias, ele ilumina os menores detalhes e nos leva com suavidade a visualizar, por exemplo, sua chegada em São Paulo, quando tinha 16 anos de idade em cima de um caminhão de mangas logo depois da Segunda Guerra Mundial, em 1946.

Depois de passar alguns dias descarregando frutas no mercado municipal de São Paulo, onde também dava um jeito de arranjar um canto para dormir, foi acolhido por Madame Paulette, uma judia francesa que conheceu num prostíbulo da Rua Aimorés, no centro da cidade. Pressionado e orientado por Paullete, que dizia que Lima precisava canalizar aquele “temperamento ensandecido”, logo arranjou um emprego no rádio. Tinha feito um teste para locutor mas, devido à sua “voz de sovaco”, acabou admitido para ligar as válvulas do estúdio. Chegava cedo e testemunhava a transmissão dos primeiros programas, os matinais.

Em pouco tempo já participava ativamente imitando galinhas e porcos com tanta maestria que Oduvaldo Vianna o transformou num sonoplasta de marca maior. Em seguida passou para a radionovela. Quando a televisão foi inaugurada, em 1950, Lima já estava lá. Hoje, depois de 70 anos, sabemos muito da trajetória grandiosa desse que nos presenteia e emociona com inúmeros personagens marcantes.

 

Isabel Teixeira é diretora, dramaturga, pesquisadora e atriz formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Fundou a Cia. Livre de Teatro, na qual também realizou trabalhos como atriz. Na mesma companhia, em 2005, coordenou o projeto Arena Conta Arena 50 Anos, vencedor dos prêmios Shell e APCA. Em 2009 ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz, além de outras indicações.

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Mario Leite / Estadão Conteúdo

Lima Duarte em 1983. Foto: Mario Leite / Estadão Conteúdo.