A cada semana, mergulhar em uma obra de arte, nas questões sociais e culturais que ela mobiliza, na trajetória de um artista – essa é a proposta da série que o Itaú Cultural vem desde maio de 2020 publicando aqui no site a partir de uma seleção de trabalhos que compõem o acervo da organização. Até agora, quatro recortes foram concluídos: Interiores, Artistas Mulheres Contemporâneas no Acervo – que ganhou uma publicação voltada a educadores –, Cidades, Esculturas e Artistas Negros. Logo iniciaremos a série Cores.

Vemos um longo corredor que vai até uma janela no fundo. Sobre o assoalho de madeira em primeiro plano, há vários brinquedos jogados: carrinhos, bonecos, peças de montar.
Porta com brinquedo de João (2003), Rodrigo Cunha (imagem: Sérgio Guerini/Itaú Cultural)

Interiores é uma curadoria de criações artísticas que elaboram espaços internos – casas, ateliês, apartamentos. Como a arte vê e recria os locais onde passamos tanto tempo?

>> Olhe ao redor: o processo de Arcangelo Ianelli
>> Documentarista de sutilezas: as gambiarras de Cao Guimarães
>> Questionar a fotografia: as composições de Geraldo de Barros
>> Viver uma experiência: as situações de Lucia Koch
>> Um objeto move um mundo: os embutidos de Marepe
>> Detalhes que definem o todo: os símbolos de Rodrigo Cunha

Notas costuradas, parcialmente sobrepostas, nas quais a figura de Juscelino Kubitschek (1902-1976), presidente do Brasil entre 1956 e 1961, ganha intervenções gráficas.
Blue phase (defacements) (1992), Jac Leirner (imagem: Sergio Guerini/Itaú Cultural)

Artistas Mulheres Contemporâneas no Acervo destacou a produção de criadoras muito variadas entre si, no que se refere a problemáticas, processos criativos e entendimentos sobre a arte. O panorama inclui debates sobre subjetividade e temas contemporâneos.

>> Berna Reale a violência silente
>> Claudia Andujar e os Yanomami
>> Jac Leirner e o dinheiro fossilizado
>> Leda Catunda está de barriga cheia
>> As casinhas de Rochelle Costi
>> Rosana Paulino e o saber do racismo
>> Antes e depois de Sara Ramo
>> Shirley Paes Leme e o fogo capturado
>> As narrativas de Vânia Mignone
>> Virginia de Medeiros e a perturbação da alteridade

Uma rua coberta de pedras pretas entre as casas históricas brancas e azuis. O céu está nublado e ao fundo se veem montanhas onduladas e verdejantes. No horizonte, também está uma igreja.
Vista de Ouro Preto (1962), Inimá de Paula (imagem: João Luiz Musa/Itaú Cultural)

Cidades viajou por várias localidades em vários estados do país – Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará –, retratando passado e futuro, além de símbolos, vivências e projetos.

>> A fotografia de Claudio Edinger: tempo e eternidade, paradoxo e síntese
>> Caminhar é descobrir: as cidades e a surpresa nas fotos de Cristiano Mascaro
>> As pinturas da fera brasileira: cor e quietude em Inimá de Paula
>> A fotografia estrutura o mundo: as peladas de Leonardo Finotti
>> Paisagens com as tintas da história: Projeto e contemplação em Leone Righini
>> Após o boi voador e antes do concreto: uma gravura da Recife do século XIX
>> Quando o Museu Nacional pôs o Brasil no mundo: o Rio de Janeiro de Bertichem

Duas esculturas de granito (sem forma definita, como pedras) sobre duas poças de óleo com coloração âmbar-escura.
Afogadas (1997), Nuno Ramos (imagem: Luiz Musa)

De uma aranha de cinco metros de altura a pequenos blocos de ferro que contracenam com óleo derramado, Esculturas mostrou como o jogo entre símbolos e materiais pode levantar questões éticas, estéticas e políticas.

>> Liberar o louco, domar o monstro: o engajamento simbólico de José Rufino
>> Reabilitação e recusa da aranha: escultura e memória em Louise Bourgeois
>> Querer e repelir o toque: Maria Martins esculpe o impossível
>> O eu no fio da navalha: os objetos entre medo e prazer de Nazareth Pacheco
>> Habitar a região em que as coisas se fundem: as Afogadas de Nuno Ramos
>> Bustos de ponta-cabeça, sujeira sob o tapete: a arte cidadã de Siron Franco
>> Arte de não saber e ética do heterogêneo: os palíndromos de Tunga
>> Tronco que manda, tronco que convida: a parceria de Véio com a natureza

No centro da imagem, há a foto de uma mulher, vista da cintura para cima, nua. Ela tem a cabeça baixa. Ao redor dela, há manchas, grafismos e outras interferências na figura.
Sem título, da série Objetivação do corpo (1999/2000), Eustáquio Neves (imagem: Arquivo do artista/Itaú Cultural)

Em Artistas Negros, as estruturas racistas do passado e do presente do Brasil foram colocadas em pauta, ao lado de temas como religião, magia e imagens da mulher, entre outros: 

>> Como se tornar invisível: o Poupatempo de Aline Motta
>> Nossas duas cabeças e a comida dos deuses: a ebó-arte de Ayrson Heráclito
>> Dignidade e pedido de trégua: o Atlântico negro de Arjan Martins
>> A disciplina da madeira e a Bahia metafísica: os fascínios de Emanoel Araújo
>> Vontade de experimentar e estética do humano: Eustáquio Neves, a mídia e a mulher
>> Perguntar ao passado a razão da violência do presente: a pemba de Jaime Lauriano
>> Despertar o mistério e a magia: a mulher-arquétipo de Octávio Araújo
>> Recriar o céu e reformar a cidade: o barroco carioca de Mestre Valentim
>> Minha camisa de 1 dólar e meus pés sujos: a arte de conduta de Paulo Nazareth
>> Autorretrato de um Brasil opressivo: o tigre de Sidney Amaral

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