A cada semana, mergulhar em uma obra de arte, nas questões sociais e culturais que ela mobiliza, na trajetória de um artista – essa é a proposta da série que o Itaú Cultural vem desde maio publicando aqui no site a partir de uma seleção de trabalhos que compõem o acervo da organização. Até agora, três recortes foram concluídos: Interiores, Artistas Mulheres Contemporâneas no AcervoCidades Esculturas. Logo iniciaremos a série Artistas Negros.

Do lado de fora de uma casa, o artista olha pela janela. Usa chapéu e tem uma mão sobre o vidro.
Autorretrato (1949) Geraldo de Barros (imagem: Iara Venanzi/Itaú Cultural)

Interiores é uma curadoria de criações artísticas que elaboram espaços internos – casas, ateliês, apartamentos. Como a arte vê e recria os locais onde passamos tanto tempo?

>> Olhe ao redor: o processo de Arcangelo Ianelli
>> Documentarista de sutilezas: as gambiarras de Cao Guimarães
>> Questionar a fotografia: as composições de Geraldo de Barros
>> Viver uma experiência: as situações de Lucia Koch
>> Um objeto move um mundo: os embutidos de Marepe
>> Detalhes que definem o todo: os símbolos de Rodrigo Cunha

A retratada Maria de Penha está do lado esquerdo, vestido com uma camisa azul com bolinhas brancas. No cabelo, tem um laço também azul. Na lapela, traz um flor vermelha. Está maquiada, com batom vermelho, e sorri olhando para o lado. Ao lado da foto está um pequeno quadro com um depoimento de Maria escrito.
Maria da Penha, da série Fábula do Olhar (2013), Virginia de Medeiros (imagem: Edouard Fraipont/Itaú Cultural)

Artistas Mulheres Contemporâneas no Acervo destacou a produção de criadoras muito variadas entre si, no que se refere a problemáticas, processos criativos e entendimentos sobre a arte. O panorama inclui debates sobre subjetividade e temas contemporâneos.

>> Berna Reale a violência silente
>> Claudia Andujar e os Yanomami
>> Jac Leirner e o dinheiro fossilizado
>> Leda Catunda está de barriga cheia
>> As casinhas de Rochelle Costi
>> Rosana Paulino e o saber do racismo
>> Antes e depois de Sara Ramo
>> Shirley Paes Leme e o fogo capturado
>> As narrativas de Vânia Mignone
>> Virginia de Medeiros e a perturbação da alteridade

Na metade inferior da imagem, ao centro, está um campo de futebol. O gramado é verde-escuro, destacam-se nele as linhas brancas das marcações do jogo. Ao redor do campo, vemos casas de um ou mais andares de uma periferia de São Paulo.
Sem Título, da série Pelada #276 (2011), Leonardo Finotti

Cidades viajou por várias localidades em vários estados do país – Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará –, retratando passado e futuro, além de símbolos, vivências e projetos.

>> A fotografia de Claudio Edinger: tempo e eternidade, paradoxo e síntese
>> Caminhar é descobrir: as cidades e a surpresa nas fotos de Cristiano Mascaro
>> As pinturas da fera brasileira: cor e quietude em Inimá de Paula
>> A fotografia estrutura o mundo: as peladas de Leonardo Finotti
>> Paisagens com as tintas da história: Projeto e contemplação em Leone Righini
>> Após o boi voador e antes do concreto: uma gravura da Recife do século XIX
>> Quando o Museu Nacional pôs o Brasil no mundo: o Rio de Janeiro de Bertichem

Louise Bourgeois, Spider, 1996 (imagem: Brunno Covello)

De uma aranha de cinco metros de altura a pequenos blocos de ferro que contracenam com óleo derramado, Esculturas mostrou como o jogo entre símbolos e materiais pode levantar questões éticas, estéticas e políticas.

>> Liberar o louco, domar o monstro: o engajamento simbólico de José Rufino
>> Reabilitação e recusa da aranha: escultura e memória em Louise Bourgeois
>> Querer e repelir o toque: Maria Martins esculpe o impossível
>> O eu no fio da navalha: os objetos entre medo e prazer de Nazareth Pacheco
>> Habitar a região em que as coisas se fundem: as Afogadas de Nuno Ramos
>> Bustos de ponta-cabeça, sujeira sob o tapete: a arte cidadã de Siron Franco
>> Arte de não saber e ética do heterogêneo: os palíndromos de Tunga
>> Tronco que manda, tronco que convida: a parceria de Véio com a natureza

Homem negro fotografado do peito para cima. Sua cabeça está no meio de uma grande monte de pipoca.
Bori Cabeça de Omolú, da série Bori, de Ayrson Heráclito (imagem: Ayrson Heráclito)

Artistas Negros está apresentando criadores que mobilizam técnicas e temas diferentes:

>> Como se tornar invisível: o Poupatempo de Aline Motta
>> Nossas duas cabeças e a comida dos deuses: a ebó-arte de Ayrson Heráclito
>> Dignidade e pedido de trégua: o Atlântico negro de Arjan Martins
>> A disciplina da madeira e a Bahia metafísica: os fascínios de Emanoel Araújo
>> Vontade de experimentar e estética do humano: Eustáquio Neves, a mídia e a mulher

Saiba mais sobre esses e outros artistas na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras e veja outros conteúdos sobre artes visuais pela tag.

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